Zelador não se faz, já nasce feito!

Acreditamos que cargo de sacerdote, já trazemos de outras dimensões ou de qualquer outro lugar ligado à espiritualidade. Quem é zelador, foi sempre um zelador. Alguns cometeram erros em sua maestria e voltam acertando. É isso que realmente sentimos.

Para saber se temos um cargo sacerdotal, é necessário que sintamos em primeiro lugar a vibração de nossos Guias e a manifestação das nossas Entidades, depois disso um deles nos dá o sinal de que temos que montar um templo. Para tanto, é primordial termos amor ao próximo, humildade e responsabilidade.

Um outro fator preponderante é a facilidade de termos um espaço físico, no caso de doação, então, a certeza é imensurável. Quando se força para ter uma casa, não irá adiantar, puro capricho do médium. E a consagração desse Espaço? Quem tem cargo, tem Entidades para fazê-lo, não precisa de mais ninguém.

O que muitos indagam, nessa situação de ser feito por uma Entidade e trazer um cargo de outros lugares do Astral, seria como adquirir sabedoria para tratar de seus adeptos. Então a resposta a ser dada é que se temos Entidades, adquirimos a sabedoria deles. É factível que serão nossos mestres, portanto, o erro é mínimo, ou quase nulo.

Por termos o cargo do sacerdócio, somos especiais? É certo que temos uma função especial dentro de uma egrégora, pois trazemos uma imensa responsabilidade, para tanto, temos que ser diferentes, e essa diferença nos tornam especiais. Quando nos referimos a diferenças, pensamos no respeito à caminhada no que tange à honestidade, à fidelidade, compromisso com a religião e com os adeptos.

A vida religiosa de um zelador de Umbanda é por demais desgastante. Saber lidar com médiuns é uma tarefa que requer cuidados. Alguns entram para a Umbanda querendo que tudo aconteça de imediato. Muitas vezes, quando a vida deles não caminha, aí sim, culpam a religião, o templo.

É difícil entender o que os médiuns de Umbanda estão pensando. Muitos vêm com vestígios de sua caminhada material e não se dão conta de que entrar em uma doutrina umbandista requer vários aprendizados em sua vida, a partir do momento em que se entrega à espiritualidade. A humildade é o primeiro passo para essa entrega espiritual.

A sinceridade entre um médium e um zelador é de suma importância. Muitas vezes se beijam, se abraçam e não são sinceros como deveriam. Devemos ressaltar que somos seres humanos, e como tal, temos falhas. Entretanto, por haver uma ligação espiritual entre esses dois seres, por já conviveram em outras dimensões, a tendência é tentarem acertos e serem o mais sinceros possível.

Ser zelador é trabalhar, incansavelmente, durante as obrigações a ponto de não poder ficar de pé. Muitas vezes, as solas ardem, as pernas queimam de dor, os olhos ficam fundos de noites mal dormidas. E depois de tudo, é que vem o pior. Quando pensamos que o médium está firme na Casa, está a seu lado, está vestindo a sua camisa, a camisa de sua doutrina, ele se afasta por qualquer motivo banal.

Portanto, estão pensando que vida de sacerdote é só receber cumprimentos, abraços apertados? Não é não, experimentem pra ver! Entretanto, vejam se tem o cargo!

 

Maria Cristina Marques – Dirigente Espiritual do CROHR – Círculo Religioso Ogum, Hórus & Rá.

Macaé, 11 de outubro de 2015.

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