Quem eu, Vencedora de demandas?

Hoje resolvi começar o meu texto assim, com um trecho de outra música e com isso, remeter esse título ao nosso patrono Ogum.

Demandar – termo do dicionário que significa pedir, reclamar, requerer e exigir (Larrousse), e estes valores estão ligados ao nosso grande guerreiro africano, que no sentido religioso significa aquele que vence as mazelas que a vida perpassa. Ogum, além de destruidor das demandas, tem a função de ser o encarregado da metalurgia, da manipulação que transforma o metal em ferro, em armas de guerras, como também os instrumentos usados na agricultura.ogum

Essa virtude de vencer os obstáculos é dada a esse orixá porque ele vence as demandas que enfrentamos no nosso dia a dia. Vale ressaltar que se vencermos as demandas do cotidiano, saberemos ultrapassar todos os empecilhos que surgirem em nosso caminho, e esse orixá africano sempre tem grande participação nessa trajetória.

Ogum é um orixá africano, mas não é o São Jorge da Igreja católica que viveu em terra e que depois de morto e divinizado passou a ser santo pelo catolicismo do colonizador.

A Umbanda comemora esse Orixá no dia 23 de abril, no CROHR e CIRPAIJAM para participar da energia em que se comemora o santo. Tal fato acontece porque houve uma época em que os negros africanos foram negados a cultuar seus deuses pelos brancos. Então, embarcando nas similitudes de seus santos, introduziram, nesse contexto, o modo de poder lembrar de seus Guias Protetores africanos. E desse jeito, por anos e anos, usaram o chamado sincretismo para fortalecer a sua fé africana.

Por hoje, basta de sincretismo. A lei 10639/2003, através da Educação, vem contribuindo para o respeito ao culto africano, e está proporcionando também um basta ao sincretismo dos deuses católicos. Um questionamento primordial é se um padre é capaz de pôr a imagem de Ogum afro em seu altar com o santo São Jorge. Evidentemente que isso nunca irá ocorrer.

Portanto, louvemos o Ogum, deus do continente africano, e respeitemos São Jorge, o santo da Igreja católica, entretanto sabendo diferenciar uma energia da outra. Essa é uma demanda que pretendemos vencer, desde 2001, quando Cabocla Jurema, dirigente espiritual desse Templo, anunciou o respeito aos deuses africanos e o saber diferenciar os deuses iorubanos dos deuses romanos.

Por Maria Cristina Marques

Zeladora do CROHR e mãe de santo do zelador do CIRPAIJAM, professora das redes municipal e estadual de Educação,

Mestra em Relações Étnico racial e Especialista em Africanidades.

  4 Replies to “Quem eu, Vencedora de demandas?”

  1. 24/03/2017 at 13:12

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  2. 24/03/2017 at 13:27

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  3. 26/03/2017 at 03:05

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  4. 26/03/2017 at 12:30

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