Defumações

Defumação consiste na queima de ervas secas, essências e resinas aromáticas, que tem por objetivo a limpeza do AURA do indivíduo e do campo espiritual do recinto onde se reside, trabalha ou se procede trabalhos de cunho espiritual, proporcionando também um bem estar psíquico a todos que se sujeitam a esta prática.

A defumação não é uma prática restrita à Umbanda, visto que temos a ocorrência em praticamente todas as religiões, como o Catolicismo, o Budismo, o Xintoísmo, o hinduísmo, etc. assim como no caso dos banhos de descarga, existe todo um fundamento para se preparar uma boa defumação e assim se beneficiar de tudo que ela nos oferece. O primeiro detalhe a ser observado é que não se deve comprar o defumador pronto, como estes que se vende nas casas especializadas em artigos religiosos. Isto se deve por um motivo muito simples e lógico: não se sabe quem e em quais condições foram misturados os componentes destes produtos. Defumação, assim como qualquer outra prática dentro da Umbanda, está cercada de fundamentos magísticos, que incluem a quantidade de ervas, o tipo das ervas, como e por quem foram colhidas e secas, e alguns outros “pequenos detalhes”.

As ervas que serão utilizadas na defumação devem ser colhidas verdes, no dia e horário relativo à vibração do indivíduo, devendo se ter o cuidado de mantê-las secando à sombra. As ervas afins a cada vibração podem ser consultadas no quadro que se encontra no artigo relativo a “Banhos Ritualísticos”.

Nas defumações que precedem uma sessão, podem ser usadas ervas secas de qualquer Linha ou Vibração, inclusive benjoim, incenso e mirra, muito apropriados a uma precipitação de fluídos que predispõem à elevação espiritual.

No caso de se querer proceder uma defumação “forte” sobre uma pessoa ou ambiente, pode-se preparar uma mistura com palha de alho, folha de guiné seca, arruda seca ou fumo de rolo, alecrim, erva-cidreira, ou ainda de folhas de pinhão roxo, abre-caminho e guiné.

Outro elemento importante neste processo é o braseiro (também conhecido com turíbulo). O que se vê normalmente dentro de alguns rituais é o uso do turíbulo de metal (no caso da Igreja Romana, é feito de prata) como latão e alumínio, que não permitem o direcionamento de cargas negativas, podendo até mesmo neutralizarem os efeitos da defumação antes que o objetivo seja atingido.

Dentro dos fundamentos da Umbanda Esotérica, usamos o braseiro feito de barro, com uma pequena corrente de metal adaptada ao mesmo. Sua confecção é muito simples e muito mais barata do que os similares de metal. O material necessário para se montar um bom braseiro:

  • Uma panela de barro número 1 (pequena) ou 2 (média) de boa qualidade;
  • Uma corrente (nova) para vaso de plantas ou corrente destas de prender cachorros de pequeno porte (mais aconselhável por sua resistência);
  • Uma furadeira elétrica, com uma broca apropriada para furar paredes;
  • Arame de aço resistente.

Como fazer:

 Usando a furadeira, faça três furos na parte superior da panela de barro de forma que se possa prender a corrente e que haja equilíbrio para a peça. Caso queira, pode-se fazer uma argola com o arame de aço e prender a corrente em pequenas argolas feitas com o mesmo. Faça pequenos furos ao redor da panela, guardando uma distância de mais ou menos 3 cm entre eles (no caso da panela pequena). Este procedimento é necessário afim que o ar circule dentro do braseiro, mantendo assim uma boa combustão do carvão.

Aquele que quiser um melhor resultado, pode observar também:

 Colher as ervas verdes quando os planetas que as governam estão em seus domicílios ou signos;

  • Colher quando o Sol passa no signo do Planeta que governa a planta;
  • Colher nos dias em que a Lua se acha em bom aspecto com o Planeta que governa a planta, ou ainda;
  • Colher na hora do Planeta por quem são governadas.

Não temos a pretensão de esgotarmos o assunto, porém o que aqui foi exposto certamente trará grande benefício e resultado satisfatório para os que procuram fazer as coisas da maneira correta.

Bibliografia utilizada:

  • Umbanda de Todos Nós – W.W. da Matta e Silva – 9ª Edição, Editora Ícone
  • Mistérios e Práticas na Lei de Umbanda – W.W. da Matta e Silva – 1999,   Editora Ícone
  • Cultura Umbandística – Brasão de Freitas e outros – 1995, Editora Ícone

Maria Cristina Marques – Dirigente Espiritual do CROHR – Círculo Religioso Ogum, Hórus & Rá)

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