A nossa Umbanda

Icone do siteDizem que a Umbanda é dinâmica e extraordinária. Cabocla Jurema, nossa Dirigente Espiritual, há muito tempo atrás, disse que o CROHR – Círculo Religioso Ogum, Hórus & Rá, iria sofrer modificações aos dez anos, e foi o que aconteceu.

Sabe-se que o axé trazido de África é forte, os Orixás são fortes, são místicos, temidos por outras religiosidades, porque se estudiosos, sabem dos feitiços africanos e temem-no. A chave da resposta, como diz Cigana Sarita, Entidade que deu o espaço do CROHR, é Dedicação, nada mais. Não se pede nada, se ganha sem perceber que está ganhando. Não se barganha, se doa por completo, não se fala mal de irmão espiritual, usa-se palavras de confortos.

A partir de todas essas mudanças, supõe-se que a responsabilidade é o ponto crucial desses tipos de encontro. E sabe-se que temos médiuns responsáveis, que amam a Umbanda, que amam o Templo que frequentam, que fazem acontecer a Umbanda, que querem os rituais acontecendo! E são esses, soldados de Ogum, que hoje, estão predestinados a levar os cerimoniais do CROHR.

E para tanto, obedecendo à doutrina estipulada pelos Guias dos Templos, farão o mantra, após a reza, deve-se participar e entender o porquê desse mantra. Inicialmente, lerão os nomes dos encarnados e, simultaneamente, evocarão a vibração das palavras no nome CROHR. A vibração de tantos “erres”, consoante de força, que se une à vogal “o”, de evocação, chamarão suas Entidades de força no Astral para que os nomes escritos dos encarnados possam receber as graças. Nesse mesmo contexto, nessa mesma hora de encontro, logo a seguir, pronuncia-se a palavra CIRPAIJAM, e simultaneamente, leia-se os nomes dos desencarnados, que levarão força àqueles que se foram. Segue-se com a pronúncia, que forma a segunda sílaba dessa palavra, “Pai”, o mestre, o rei, o maior Orixá, Oxalá, permeada da última sílaba “JAM” que une os lados direito e esquerdo da língua ao palato duro, pronunciada com os lábios superior e inferior grudados, que significa a elevação ao Astral, ao alto do céu da boca, o céu eterno do Astral, mostra a infinidade da vida, porque só estamos na Terra para resgatar o que ficou para trás em termos de evolução. Finalizando com esta última sílaba, a nasalização do “AM” que é mágica, que evoca o Éter, o infinito, forte e sânscrita, de alta elevação espiritual. Toda essa palavra resumida, CIRPAIJAM, leva luz para os desencarnados de nossos familiares e consulentes, têm força mística, ou melhor, as duas palavras: CROHR & CIRPAIJAM relacionadas aos dois templos têm força elevada. Esse é o diferencial de nossos Templos, de renovação, de que vai além, do que burla o tradicional de ritos de Umbanda, a mesmice.

Deve-se ficar atentos ao futuro, quando sacerdotes que não acompanharam a trajetória dos dois templos, e nem tão pouco sabem das doutrinas deles, comentarem que “Umbanda Grupal” é impossível. Como um sacerdote poderá deixar sua sessão de Umbanda nas mãos de médiuns? Dirão eles. Sabe-se o quanto se vê de estrelismos de pais e mães de santo por aí, exibição de poderes, e que nunca deixariam seu axé entregue nas mãos de médiuns. Atente-se para observações que serão feitas, com certeza! Todavia, eis a resposta de que a Umbanda do CROHR&CIRPAIJA é atrevida, desafiadora, assim como sua Dirigente! Sempre esteve além de seu tempo. Quando não se falava em preservação de sítio sagrado pela mídia, Cabocla Jurema já pedia para não se fazer obrigações fora do templo, e se assim fosse necessário, que não se deixasse nada que pudesse agredir o meio ambiente. Portanto, está mais do que na hora de buscar médiuns comprometidos com a Umbanda, e esse seja talvez, o caminho, a liberdade de culto, de direcionamento, confiança nos médiuns comprometidos. Nossa Cabocla Jurema não errou até agora, e não o fará, viu que dando responsabilidades a eles, é o modo de fazê-los amar mais a nossa querida religião criada por negros, genuinamente brasileira!

Enfim, “Só fica na Umbanda do CROHR & CIRPAIJA quem estuda”, já disse um tal Malandro do Oriente. E se ele tivesse nesse momento incorporado, completaria: “Só fica na Umbanda do CROHR & CIRPAIJA quem estuda, quem a leva a sério e quem a ama de verdade!”

Texto psicografado e acertado, gramaticalmente, por Maria Cristina Marques – sacerdotisa dos Templos CROHR & CIRPAIJA.

Praia Seca, 22 de abril de 2014.

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